CONSEQUÊNCIAS
INDESEJÁVEIS
Qualquer
atitude que tomamos gera uma ou várias consequências, desejadas ou indesejadas,
sempre estarão ligadas aos nossos atos, sejam eles pensados ou impensados,
oriundos de uma escolha, imposição, de puro reflexo ou de curta, média ou longa
reflexão.
É
um plantar e colher que não abre exceções para ninguém, independente da sua
obra ou feito por mais inusitado que seja, resumindo, consequências agradáveis
sucedem as boas obras, como diz em um trecho da Bíblia Sagrada: “Quem semeia
vento, colhe tempestade”.
Apesar
do tom filosófico, acredito que a maioria dos habitantes do Planeta já teve
experiências de sorte e revés e continuará a ter até o último de seus dias na
Terra, e isso é tão natural e certo como a alvorada e o ocaso diário.
Já
sei, já sei o que você está pensando: “E daí “Chef Biduzão”, o que isso tem a
ver com a Gastronomia?
E
eu respondo com outras perguntas, desconfiado leitor: Você já errou a mão no
sal ou na pimenta? Já ficou de papo no celular ou de olho na televisão enquanto
o arroz queimava na panela ou o bolo esturricava no forno? Já colocou sal no
suco e açúcar no feijão?
Brincadeiras
à parte, a culinária enquanto ramo principal da Gastronomia não perdoa escolhas
equivocadas, apesar de em alguns poucos casos, de acordo com a capacidade de
correção do cozinheiro, ainda poderem ser remediadas, embora, mesmo assim, não
cheguem a ficar isentas de consequências na estrutura do preparo, como textura,
paladar, aroma e apresentação.
Porém,
existem exceções. É o caso dos pratos criados a partir de pequenos ou grandes
erros que resultam em verdadeiras obras de arte doces e salgadas, como a farofa
de amendoim, o chucrute, a pamonha, o panetone, entre outros, o que prova que
erros podem ser apenas uma primeira impressão, principalmente quando se trata
de culinária.
Claro
e conhecido que os erros são à base dos acertos, afinal, nada do que usufruímos
na vida material existiria se alguém não houvesse errado um dia, como por
exemplo, a roda que é com toda a certeza a maior invenção de todos os tempos,
que na sua primeira versão, provavelmente não tinha a forma perfeitamente e
arredonda de hoje, deve ter sido concebida repleta de pontas, quase quadrada e
quando testada ofereceu muita resistência e pouca eficiência, o que levou ao seu
aperfeiçoamento gradual.
Na
vida, de maneira geral, tudo que ninguém quer são consequências ruins,
indesejáveis, contrárias as nossas intenções que muitas vezes são as mais
louváveis, mas, como diz o dito popular, “De boas intenções, o inferno está
cheio”.
Vai
aí uma lista interminável de atitudes “louváveis” que resultam em desfechos
desastrosos, principalmente quando dirigidas aos amigos, parentes, ente
queridos e colegas do convívio social ou profissional.
A
franqueza inconseqüente, impensada, aquela que só satisfaz o ego e compõe o
personagem de quem assume tal postura, que se acha apto para operar a cura e
ministrar remédios amargos goela abaixo, que não sabe diferenciar sinceridade
de educação, bom senso, e sem levar em consideração o estado de espírito, a
condição emocional, a personalidade ou a fragilidade daqueles para quem aponta
seus canhões de verdades pontiagudas, que só ferem ou dilaceram feridas que
precisavam ser tratadas ao invés de arregaçadas.
A
sinceridade precisa ser sábia, jamais omissa, porém, oportuna, adequada as
situações e circunstâncias, pois, a sua aplicação equivocada pode levar a um
agravamento ou epílogo trágico de uma história, como os inúmeros casos
conhecidos de suicídios, quadros de depressão profunda, ou seja, um verdadeiro
desastre.
Outra
consequência péssima é a que advém da criação e educação das crianças, o
excesso de permissividade, a transferência de tais obrigações para as
instituições de ensino, que por sua vez mal dão conta de oferecer um ensino de
boa qualidade, a falta de limites desde a mais tenra idade, que hoje tem a
própria lei como um grande aliado, impedindo que os poucos pais que ainda
tentam impô-las com regras mais rígidas, pois, se vêem ameaçados de prisão e a
perda da guarda dos seus filhos, por conta de uma simples denúncia que pode ser
infundada, vingativa ou simplesmente por falta de algo melhor para fazer.
Ninguém
quer ter uma arma apontada para sua cabeça, ser vítima de estupros, seqüestros
ou qualquer outra forma de violência, porém, somos (a grande maioria)
coniventes e merecedores do mundo que ajudamos a criar e deixar como herança
para nossos descendentes, tudo que está por aí foi plantado pelo Homem, as
consequências indesejáveis, frutos da nossa conivência e/ou omissão.
LINGÜIÇA SUÍNA
PICANTE ASSADA NO MOLHO DE QUEIJOS:
Ingredientes: 1 kg de
linguiça suína picante; -100 g de bacon em cubinhos; -2 dentes de alho
amassados; -1/2 cebola picada; -1 colher de cafezinho de noz-moscada moída; -1
colher de sopa de manteiga animal; -150 g de requeijão culinário; -200 g de
requeijão tradicional sem amido; -1 xícara de chá de folhas de manjericão; -200
g de parmesão ralado grosso; -150 g de queijo gorgonzola; -150 ml de leite
integral; -sal qb.
Preparo: Numa panela com
água afervente as lingüiças por 20 minutos, escorra e reserve. No
liquidificador bata os outros ingredientes, exceto a manteiga, o bacon e o
alho. Numa panela antiaderente aqueça a manteiga, doure o bacon, doure o alho e
despeje o conteúdo do liquidificador, mexa para engrossar. Enquanto isso arrume
as linguiças em um refratário ou assadeira, despeje o molho por cima delas,
salpique queijo parmesão ralado grosso e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por
30 minutos ou até que o parmesão salpicado gratine (doure). Retire e sirva com
arroz e farofa de bacon e alho, somente arroz de alho ou com pão francês bem
fresquinho e crocante.
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