quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Artigo



CONSEQUÊNCIAS INDESEJÁVEIS

Qualquer atitude que tomamos gera uma ou várias consequências, desejadas ou indesejadas, sempre estarão ligadas aos nossos atos, sejam eles pensados ou impensados, oriundos de uma escolha, imposição, de puro reflexo ou de curta, média ou longa reflexão.
É um plantar e colher que não abre exceções para ninguém, independente da sua obra ou feito por mais inusitado que seja, resumindo, consequências agradáveis sucedem as boas obras, como diz em um trecho da Bíblia Sagrada: “Quem semeia vento, colhe tempestade”.
Apesar do tom filosófico, acredito que a maioria dos habitantes do Planeta já teve experiências de sorte e revés e continuará a ter até o último de seus dias na Terra, e isso é tão natural e certo como a alvorada e o ocaso diário.
Já sei, já sei o que você está pensando: “E daí “Chef Biduzão”, o que isso tem a ver com a Gastronomia?
E eu respondo com outras perguntas, desconfiado leitor: Você já errou a mão no sal ou na pimenta? Já ficou de papo no celular ou de olho na televisão enquanto o arroz queimava na panela ou o bolo esturricava no forno? Já colocou sal no suco e açúcar no feijão?
Brincadeiras à parte, a culinária enquanto ramo principal da Gastronomia não perdoa escolhas equivocadas, apesar de em alguns poucos casos, de acordo com a capacidade de correção do cozinheiro, ainda poderem ser remediadas, embora, mesmo assim, não cheguem a ficar isentas de consequências na estrutura do preparo, como textura, paladar, aroma e apresentação.
Porém, existem exceções. É o caso dos pratos criados a partir de pequenos ou grandes erros que resultam em verdadeiras obras de arte doces e salgadas, como a farofa de amendoim, o chucrute, a pamonha, o panetone, entre outros, o que prova que erros podem ser apenas uma primeira impressão, principalmente quando se trata de culinária.
Claro e conhecido que os erros são à base dos acertos, afinal, nada do que usufruímos na vida material existiria se alguém não houvesse errado um dia, como por exemplo, a roda que é com toda a certeza a maior invenção de todos os tempos, que na sua primeira versão, provavelmente não tinha a forma perfeitamente e arredonda de hoje, deve ter sido concebida repleta de pontas, quase quadrada e quando testada ofereceu muita resistência e pouca eficiência, o que levou ao seu aperfeiçoamento gradual.
Na vida, de maneira geral, tudo que ninguém quer são consequências ruins, indesejáveis, contrárias as nossas intenções que muitas vezes são as mais louváveis, mas, como diz o dito popular, “De boas intenções, o inferno está cheio”.
Vai aí uma lista interminável de atitudes “louváveis” que resultam em desfechos desastrosos, principalmente quando dirigidas aos amigos, parentes, ente queridos e colegas do convívio social ou profissional.
A franqueza inconseqüente, impensada, aquela que só satisfaz o ego e compõe o personagem de quem assume tal postura, que se acha apto para operar a cura e ministrar remédios amargos goela abaixo, que não sabe diferenciar sinceridade de educação, bom senso, e sem levar em consideração o estado de espírito, a condição emocional, a personalidade ou a fragilidade daqueles para quem aponta seus canhões de verdades pontiagudas, que só ferem ou dilaceram feridas que precisavam ser tratadas ao invés de arregaçadas.
A sinceridade precisa ser sábia, jamais omissa, porém, oportuna, adequada as situações e circunstâncias, pois, a sua aplicação equivocada pode levar a um agravamento ou epílogo trágico de uma história, como os inúmeros casos conhecidos de suicídios, quadros de depressão profunda, ou seja, um verdadeiro desastre.
Outra consequência péssima é a que advém da criação e educação das crianças, o excesso de permissividade, a transferência de tais obrigações para as instituições de ensino, que por sua vez mal dão conta de oferecer um ensino de boa qualidade, a falta de limites desde a mais tenra idade, que hoje tem a própria lei como um grande aliado, impedindo que os poucos pais que ainda tentam impô-las com regras mais rígidas, pois, se vêem ameaçados de prisão e a perda da guarda dos seus filhos, por conta de uma simples denúncia que pode ser infundada, vingativa ou simplesmente por falta de algo melhor para fazer.
Ninguém quer ter uma arma apontada para sua cabeça, ser vítima de estupros, seqüestros ou qualquer outra forma de violência, porém, somos (a grande maioria) coniventes e merecedores do mundo que ajudamos a criar e deixar como herança para nossos descendentes, tudo que está por aí foi plantado pelo Homem, as consequências indesejáveis, frutos da nossa conivência e/ou omissão.

LINGÜIÇA SUÍNA PICANTE ASSADA NO MOLHO DE QUEIJOS:


Ingredientes: 1 kg de linguiça suína picante; -100 g de bacon em cubinhos; -2 dentes de alho amassados; -1/2 cebola picada; -1 colher de cafezinho de noz-moscada moída; -1 colher de sopa de manteiga animal; -150 g de requeijão culinário; -200 g de requeijão tradicional sem amido; -1 xícara de chá de folhas de manjericão; -200 g de parmesão ralado grosso; -150 g de queijo gorgonzola; -150 ml de leite integral; -sal qb.

Preparo: Numa panela com água afervente as lingüiças por 20 minutos, escorra e reserve. No liquidificador bata os outros ingredientes, exceto a manteiga, o bacon e o alho. Numa panela antiaderente aqueça a manteiga, doure o bacon, doure o alho e despeje o conteúdo do liquidificador, mexa para engrossar. Enquanto isso arrume as linguiças em um refratário ou assadeira, despeje o molho por cima delas, salpique queijo parmesão ralado grosso e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 30 minutos ou até que o parmesão salpicado gratine (doure). Retire e sirva com arroz e farofa de bacon e alho, somente arroz de alho ou com pão francês bem fresquinho e crocante.       
  
 

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