segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Segue ai o artigo dessa semana!!!!!




A CARNE É FORTE!



O dito popular “A carne é fraca”, nada mais é que uma antiga e esfarrapada desculpa, utilizada para justificar uma certa modalidade de transgressão, onde se incluem alguns deslizes e desvios extra-conjugais, ou simplesmente para explicar “atos-falhos” provocados pela admiração instintiva (aquela de puro reflexo), quando o belo e o sensual gritam aos olhos de alguns.
Do ponto de vista gastronômico, não se pode afirmar jamais que “a carne é fraca”, já que é o ingrediente de origem animal mais utilizado na culinária mundial.
Aqui no meio gastronômico a máxima é “a carne é forte”! Forte no paladar, no aroma e na sua abrangência, pode ser um grande assado, grelhado, chapeado, guisado, compor sopas, saladas, recheios, molhos ou simplesmente ser servida “in natura” como no Carpaccio ou no Quibe cru.
A carne bovina sempre se impõe, mesmo quando compartilha o espaço em uma mesa ou Buffet com outros preparos, além de atrair a preferência da maioria, normalmente acaba como a campeã da reposição, pois geralmente tem o recipiente onde é servida esvaziado com mais freqüência.
É também entre as matérias-primas, a que menos carece de temperos para realçar o seu sabor, basta um pouco de sal, chapa, churrasqueira ou grelha e pronto, é só servir.
É com certeza a mais eclética das carnes quando o assunto é molho, combina com quase todos e aceita quase todos os tipos de ervas, queijos, condimentos e composições.
Não costuma ser generosa quando se trata de compartilhar o paladar com os outros componentes do prato, todos se tornam coadjuvantes ao seu lado tal é à força do seu sabor.
Seu dourado é irresistível, poucos conseguem evitá-la, salvo os vegetarianos (vegan), naturalistas e monges tibetanos, os demais, raramente resistem ao seu apelo e sempre degustam pelo menos uma lasquinha.
Para qualquer um dos seus cortes, há várias formas de preparo, até mesmo os menos “nobres” têm uma receita que os torna especiais e muitas vezes superiores aos das mais altas castas.
Antes rejeitados e descartados, cortes como o cupim, a fraldinha, o vazio, a ponta de peito, a paleta e a costela, hoje ocupam lugar de destaque nos cardápios de grandes restaurantes, especialmente as churrascarias que diversificam e sofisticam as formas de preparo, transformando a antes ralé em iguarias muito solicitadas.
Quem resiste, por exemplo, nos dias frios, a uma “sopa de músculo com batatas e agrião”, ou a um “músculo de panela”, um bife rolê com coxão duro, um cupim casquerado, uma ponta de peito “corte para grelha” grelhada na brasa ou chapeada, um “goulash” com cubos de miolo de acém, e o que dizer dos cortes para bife, antes restritos ao filé mignon, contra-filé e alcatra, hoje conta com várias opções como patinho, coxão-duro, miolo de paleta, acém, coxão-duro e ponta de peito bem fininhos passados na máquina do açougue.
As aplicações são diversas, mas, o mais importante é que mesmo distante das grandes fazendas de criação e abatedouros, povos de vários cantos do mundo não dispensam um pedaço de carne, apesar de pagarem um preço exorbitante por qualquer corte derivado do gado bovino.
Por aqui, apesar de estarmos cercados de fazendas de criação de gado bovino e dos maiores abatedouros do mundo, pagamos também um preço extremamente alto pelo quilo, desta que é a preferida e indispensável mistura, na mesa da maioria das famílias brasileiras e dos cardápios de qualquer restaurante, independente da classe social de seus clientes.
É isso aí galera, a carne é ao lado do arroz e do feijão, um ingrediente indispensável na vida da grande maioria da população brasileira e deveria ser repassada ao cidadão a preços mais acessíveis.

CARNE FORTE:

Ingredientes: 1kg de miolo de acém em cubos; -1 colher de cafezinho de noz-moscada; -1 colher de cafezinho de páprica picante; -1 colher de cafezinho de gengibre em pó; -6 dentes de alho amassados; -2 cebolas grandes cortadas em quatro partes; -2 pimentas de cheiro picadas grosseiramente; -1 xícara de cebolinha picadinha; -2 tomates em cubinhos sem semente; -2 colheres de sopa de manteiga animal; -sal e p. calabresa.

Preparo: Tempere a carne com a noz-moscada, a páprica, o gengibre, sal, pimenta calabresa, metade do alho, tampe, leve para a geladeira e deixe lá por 2 horas. Numa panela de pressão, aqueça a manteiga doure o alho, junte a cebola, o tomate e a pimenta de cheiro, refogue, junte a carne temperada, refogue, acrescente 200 ml de água, deixe ferver, feche a panela e deixe na pressão por 20 minutos, tire a pressão, destampe a panela e leve de volta ao fogo baixo para reduzir e apurar por mais 10 minutos. Então, sirva com arroz branco ou com uma massa al dente.

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